Outros Apontamentos

 

Festas e Romarias: Festas do Rio (Agosto); santíssimo (3º domingo de Junho); Nossa senhora da Luz Parente (3º fim de semana de Agosto)

Património cultural e edificado: Igreja paroquial, ponte sobre o rio Alvôco, capela de S. Sebastião, cruzeiros do adro e da Ponte e Alminhas do terreirinho

Outros locais de interesse turístico: Centro histórico da aldeia, margens do rio Alvôco e praia fluvial.

Gastronomia: Cabrito assado, truta grelhada, tigelada, rodilhas, cascorões e sopa seca.

Colectividades: Centro de Recreio e Convívio de Alvôco das Várzeas, Cooperativa dos Agricultores de Alvôco das Várzeas, Grupo Desportivo de Alvôco das Várzeas, Irmandade do Santíssimo, Junta dos Agricultores dos Regadios de Alvôco das Várzeas, Grupo de Cantares As Cotovias de Alvôco e Liga dos Amigos do Parente.

Dista 23 Km da sede do concelho e agrega o lugar de Parente. É povoação muito antiga. O aparecimento de mós e o legado de antroponímicos que ainda hoje subsistem em Alvôco provam que esta povoação foi ocupada por celtas, romanos e árabes devido, talvez, à proximidade das explorações mineiras existentes nas várzeas do rio Alvôco.

A Freguesia de Alvôco das Várzeas foi inicialmente um curato dependente de Penalva de Alva, a cujo concelho pertenceu, até à sua extinção em 1853. Foi então anexada pelo concelho de Sandomil e, com a extinção deste último, transitou para o concelho de Oliveira do Hospital, em 24 de Outubro de 1855.

Terra com rico património, destacam-se, no religioso: a Igreja Paroquial, do século XIX, em continuação da tradição regional setecentista; a Capela de S. Sebastião, implantada no local onde outrora existiam a igreja paroquial e o cemitério, na parte velha da povoação; a ermida ou Capela de Nossa Senhora da Luz, do século XX, obra de arquitectura moderna, com utilização de materiais tradicionais (xisto e madeira de castanheiro), em Parente, a três quilómetros da sede da freguesia; as Alminhas do Terreirinho, à saída da povoação, na estrada para a Carvalha, que, na superstição popular, são local onde se reúnem as bruxas para “congressos” e “acções de formação”.

No campo arqueológico, destacam-se: as Buracas dos Mouros, em Parente, que, embora popularmente se atribuam aos ocupantes árabes, será mais lógico que fossem abertas pelos romanos; supõe-se que sejam ruínas de uma extracção de minério; são conhecidas as entradas da Geiriça e da Salina ou Salinha. Vestígios, pouco visíveis, da estrada romana que ligava Porto da Raiva – Foz do Alva à Covilhã. O Pisão do Linho, que se destinava aos trabalhos de preparação e fiação do linho, perto da “ponte romana”. Os moinhos movidos a água do Parente, ribeiras, ribeirinha, Volta, Moenda (em funcionamento desde o século XVIII, agora pertencente à Quinta da Moenda). Regada e Chão do Paulo, nas margens do rio Alvoco. E as levadas, nas margens esquerda e direita do rio Alvôco, uma com cerca de sete quilómetros com origem na Vagem do Enxerto, na freguesia de Vide e outra, com cerca de quatro quilómetros, formam um sistema de irrigação comunitário, talvez a maior da região; remontam provavelmente à época romano-árabe.

Quanto ao património civil, impõem-se: os cruzeiros da Ponte e do Adro; o centro histórico de Alvôco das Várzeas; a certamente abastada Casa da Pomba, do século XVIII, com inscrições e figuras em baixo-relevo no granito do portão; uma linda casa senhorial chamada Casa de Baixo, com algum interesse arquitectónico; a Casa do Tribunal, onde antigamente se efectuavam os julgamentos locais; a Quinta da Moenda, do século XVIII, antigo assento de lavoura constituído por três edifícios (um lagar de vara de 1770, um moinho e uma destilaria) reconvertido para turismo rural; a gótica “ponte romana” sobre o rio Alvôco, assim conhecida por tradição popular, mas que deverá ter sido construída no século XIV; as fontes da Amoreira e da Barroca.